Simuladores de Vôo - página 01/03
Numa noite de abril de 1980, durante a execução do procedimento de descida em Florianópolis, um Boeing 727 voando em condições de "mau tempo" colidiu próximo ao topo de um morro numa área montanhosa, coberta de vegetação densa tipo floresta tropical, numa altitude aproximada de 1000 pés. A conclusão do do Ministério da Aeronáutica destacou, entre as causas do acidente, BLOQUEIO FALSO (marcações não confiáveis) do radiofarol (NDB) que a aeronave estava utilizando.
Em novembro de 1980, pela manhã, na cidade de Ponta Grossa, um Embraer 711 C decolou com o céu totalmente encoberto, estando a base da camada a aproximadamente 2000 pés. Dez minutos mais tarde, a aeronave surgiu do interior das núvens totalmente descontrolada, girando em "parafuso" até colidir contra o solo. A conclusão aponta, entre os vários fatores envolvidos, desorientação espacial - piloto não convenientemente preparado para o vôo por instrumentos.
Em junho de 1982, ao cair da noite na cidade de São Luiz do Quintude -AL, um Embraer 810 (Sêneca) voando em condições de "mau tempo", optou por realizar um procedimento de descida irregular - criado e ensinado por irresponsáveis , o qual se baseia na utilização indevida de uma estação radiodifusora. O resultado: bloqueio falso e conseqüente colisão da aeronave com o solo.
É razoável concluir que as situações extremas que acabamos de descrever tenham sido provavelmente causadas por uma somatória de pequenos erros comuns que, isoladamente, podem não ter maiores conseqüências no dia-a-dia. Contudo, evitar os pequenos erros, reduzindo a sua incidência, é a maneira mais eficaz de impedir que eles se acumulem.
O Curso de vôo por Instrumentos dos Simuladores de Vôo do Aeroclube de São Paulo é um recurso extremamente efetivo, econômico e seguro de combater enganos - tanto os pequenos e comuns como os mais complexos, que dependem de extensivo treinamento.
O objetivo é capacitar o piloto (quer tenha ou não feito o curso teórico em sala de aula), a voar por instrumentos, ou seja, a controlar a aeronave sem referências externas, exclusivamente através dos instrumentos de vôo, como também a radionavegar e a interpretar as variadas cartas pertinentes e bem utilizar os padrões radiotelefônicos para comunicações eficazes e corretas com os órgãos de controle de tráfego aéreo.