O nosso centro histórico encontra-se em reformas.
O
Aeroclube de São Paulo (ACSP) não é o Campo de Marte,
mas
ele fica dentro dele. São 21 hangares, sendo três deles
ocupados pelas 15 aeronaves do ACSP.
O ACSP nasceu
em 08 de junho de 1931 (foto
ao lado), com o objetivo de formar Pilotos, Privados
e Comerciais que eventualmente poderiam ser chamados para a guerra.
Naquele tempo os aviões disponíveis eram os biplanos
Henry.Loren,
francês, e o Bucker, alemão. Como o piloto voava com o rosto
direto ao vento, os uniformes daquela época eram: toca
de couro, óculos grandes (foto
ao lado) cachecol (para a garganta aguentar
os 140 Km/h), e um macacão.
O aeroclube de São Paulo conseguiu começar a renovar sua frota e no final da década de 1940, contava com modelos CAP4/P56 Paulistinha. Cessna 170/172, Fairchild PT-19, Fairchild W-24, Piper PA-18, PIPER PA-20, e Vultee BT-15.
Neste peiodo foi o envolvimento de dois sócios do aeroclube na 2ª Guerra Mundial. A Força Aérea Brasileira (FAB) estava com falta de pilotos e oficiais em seu quadro e não conseguia aumentar o efetivo na velocidade necessária através dos meios tradicionais.
Em 1967, o aeroclube enfrentou sua maior crise. Com a finalidade de manter o maior número de aeronaves guardadas dentro do hangar, o aeroclube mantinha seus CAP-4 Paulistinha pilonados, ou seja, quase na posição vertical, permitindo que a grande maioria das aeronaves ficasse protegida do sol e da umidade. Porém era comum que vazasse um pouco de combustível dos tanques e que o vapor do querosene se concentrasse na parte superior do hangar. Os ingredientes perfeitos para
uma catástrofe.
(continua)
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